domingo, 12 de julho de 2015

Cara a cara com um espírito

    Eu não sabia bem onde postar esse relato, mas acabei decidindo postá-lo aqui para inaugurar a nova categoria do blog.
     

    há algumas noites atrás, eu estava lendo um romance policial. Meu computador estava no conserto e eu não tinha nada melhor para fazer. Acendi uma vela porque a luz forte sempre me incomoda à noite. Não sei, eu só não gosto de luz forte e pronto.
       Eu estava lendo quando senti algo estranho. Parei de ler por um minuto e olhei para frente. Foi quando vi um vulto branco, muito rápido correr em direção ao banheiro. Até aí, eu não dei muita atenção. Pensei que fosse só minha imaginação e retomei a leitura. No entanto, não consegui me concentrar no livro e olhei de novo para a frente. Vi o vulto mais uma vez... Ele correu para lá e para cá, da porta do quarto para o do banheiro, rápido demais. Aquilo chamou minha atenção, pois eu nunca havia visto algo assim, antes. Eu encarei aquele vulto, indo e vindo e de repente, aquilo percebeu que eu o vira e parou por um momento, como se me encarasse. Então, veio na minha direção. Enquanto se aproximava, eu pude perceber melhor a sua forma... Uma garotinha, com uns 5 ou 6 anos. Com longos cabelos ondulados. Vestida de branco. O curioso era que ela era inteiramente branca, da cabeça aos pés como se estivesse envolvida numa luz daquela cor ou em névoa. Era algo muito esquisito mesmo. Numa comparação mais vulgar, ela parecia aqueles fantasmas que aparecem em filmes infantis (aqueles que parecem ter caído num saco de farinha). Ela levitava. E parou bem em frente na minha frente, me encarando. Foi assustador! Eu não sabia se falava com ela ou se gritava. 
          Ela ficou ali, imóvel. Me encarando. E eu estava prestes a gritar quando ela sumiu diante dos meus olhos. Fiquei com tanto medo que dormi com a cabeça coberta. Tá, eu sei que ela podia puxar a coberta, mas eu estava apavorada. Queria acordar minha mãe e contar o que eu vira a ela, mas já era tarde e eu achei melhor só dormir e deixar aquilo para lá.
       Não sei se o que vi foi uma fada, uma ninfa ou um fantasma. Tomara que não tenha sido um fantasma porque eu morro de medo de fantasma! Não. É sério. Nada me assusta mais que isso. Eu achei importante registrar isso aqui e não apenas no meu Livro Das Sombras, porque gosto de compartilhar os meus progressos com vocês, para que, posteriormente, vocês possam comparar com suas próprias experiências. E, também porque os vultos que sempre vi estão começando a ganhar formas e a materializar-se. Esse é um dom complicado e assustador porque implica em ver coisas que ninguém mais vê. Só você. 
         Ao mesmo tempo que estou tomada pelo fascínio, sinto medo porque eu não consigo identificar logo de cara o que é que estou vendo e se isso é bom ou ruim. E ao mesmo tempo em que desejo não ver mais essa 'coisa', quero que ela volte. É confuso demais.
         O que mais me chamou a atenção é que essa aparição, diferente das anteriores, veio até mim e me encarou. As anteriores ficaram imóveis onde estavam e no máximo moveram as mãos ou a cabeça. Não deram nenhum passo para frente ou para trás. Ficaram paradinhas. Mas essa foi ousada e se aproximou de mim tão rápido que eu pensei que fosse me atacar, e ela só desapareceu quando percebeu que eu gritaria, o que poderia significar que ou ela percebeu que me assustara ou ela não queria ser vista por mais ninguém.

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