sexta-feira, 16 de maio de 2014

Lola


Eu estava no colégio élfico, sentada em um banco. Estava esperando o sino tocar para eu ir para a sala de aula. Quando uma garota loira. Alta e muito bonita se aproximou de mim. Ela era muito bonita mesmo. Parecia uma modelo. Mas se vestia como uma geek. Uma geek fashion, mas ainda assim, uma geek. Usava uma saia xadrez amarela. Uma blusa branca de mangas longas e um casaquinho laranja. Estava usando duas tranças que estavam jogadas pra frente. E um óculos de grau.
  Ela se sentou ao meu lado e me disse que era nova ali e estava um pouquinho nervosa.
Eu a acalmei e nos conversamos por um tempo sobre muitas coisas.
Depois, eu disse que iria ao banheiro e já voltaria.
Eu fui ao banheiro. A maioria das cabines estava ocupada. Então, eu entrei na primeira cabine desocupada que vi. A cabine era muito estreita. Eu mal podia me mexer lá dentro. Quanto mais usar o sanitário.
Quando eu estava prestes a abrir a porta e sair daquela cabine de louco, outra pessoa abriu a porta. Dei de cara com a garota geek que estava conversando comigo no banco. Vou chamá-la de Lola para não causar confusão aqui.
  Lola se desculpou. Envergonhada. Eu disse que estava tudo bem. E disse a ela, que, de qualquer forma, ninguém, a menos que fosse um gnomo, caberia ali naquela cabine.
  Fomos procurar por outra cabine quando duas idiotas (sendo uma a pé no saco da Marina) entraram no banheiro.
Lola se aproximou de mim e disse:
- É... Todas as cabines estão ocupadas. Vamos ter de esperar.
  Marina e sua amiga vadia, que vou chamar de Cleide se aproximaram de mim e olharam para Lola com desprezo.
- Ela é sua amiga? - Marina me perguntou.
- Sim. - Eu respondi segurando a mão de Lola.
Uma cabine desocupou e Lola e eu entramos juntas nela. Essa cabine era bem espaçosa.
O problema dos elfos é que eles são péssimos como arquitetos. E realmente, quem merece um banheiro com cabines de tamanhos e modelos variadas?
  Marina e Cleide nos seguiram e implicaram com Lola, ameaçando bater nela. A pobrezinha se encolheu em um canto. Eu enfrentei as elfas e disse que não deixaria elas tocarem num só fio de cabelo de Lola.
  Freddie e Wili devem ter pressentido que eu estava em perigo porque apareceram na cabine. Eu pensei que eles pudessem me ajudar, mas eles também se encolheram em um canto. Assustados. Saímos da cabine discutindo. E como em qualquer escola (élfica ou humana), logo, estávamos cercadas por outras garotas que esperavam ansiosamente por uma briga.
  Cleide ameaçou Lola mais uma vez e eu fui pra cima dela. Marina tentou ajudá-la a me bater, mas as outras elfas que estavam no banheiro compraram minha briga e me ajudaram a dar uma surra naquelas vadias.
Marina conseguiu escapar e saiu do banheiro correndo. Todas as outras garotas se amontoaram em cima de Cleide e espancaram ela.
Eu disse às garotas que estavam me ajudando que iria atrás de Marina. Uma das garotas disse que duvida que eu conseguisse alcançá-la. Eu apostei com ela que se eu conseguisse pegar a vadia da Marina, dançaria "Super Bass", para todo o colégio. Então, saí correndo atrás de Marina. As notícias voam no Reino élfico. E eu ouvi a música Super Bass tocando em um rádio. De alguma forma, a música despertou minha adrenalina e eu corri mais rápido. Quando alcancei Marina, saltei sobre ela como um leão e a derrubei no chão. Dei uma surra merecida nela (Ah! Eu vinha desejando isso há tanto tempo). O louco foi que quando eu saltei em cima da elfa, eu gritei que era fã de Nicki Minaj.
   Todos os alunos do colégio comemoram minha vitória sobre Marina e formaram um coro, gritando:
- Dança! Dança!
  Gaion apareceu dentro de mim (divido meu corpo físico e astral com minha ninfa guardiã) e me disse que eu deveria dançar agora. Eu estava disposta a dançar, embora eu não saiba dançar hip hop. Mas uma garotinha morena. Magricela. Com cabelos negros e um corte chanel. Passou por mim. Muito assustada. Ela estava com medo dos outros alunos obrigarem-na a dançar comigo. Eu disse aos alunos que já voltava e segui a garota.
   Ela foi para um lugar deserto. Bem longe da escola. O lugar era bem esquisito. Havia uma grande cratera no solo e dentro dessa cratera havia milhares de buracos. Eles eram grandes o bastante para uma pessoa caber nele. Pareciam tocas. Nunca vi algo semelhante em toda a minha vida.
  A garota pretendia se esconder em um desses buracos, quando um elfo nos disse telepaticamente para não nos escondermos ali porque ele não perderia seu tempo tentando nos encontrar.  Eu convenci a garota a não se meter em um buraco e disse a ela que ela podia confiar em mim. Que eu a levaria para um lugar seguro e pedi a ela que me seguisse. Seguimos por uma estrada até certo ponto. Quando eu achei que não seguro continuar seguindo pela estrada, nos embrenhamos na mata. Durante nossa caminhada, passamos por algumas casas bem simples. Eu pensava em pedir ajuda em alguma casa, mas sabia que não podia confiar em qualquer pessoa, especialmente, se fosse um homem. Eu vi uma casa de madeira. Três elfos feios moravam ali e quando nos viram, foram até a varanda e tiraram suas camisas, exibindo seus peitos malhados. Aquilo teria impressionado uma hétero sexual, mas uma bissexual (mais pra lésbica), não.
  Mais adiante, vimos uma outra casa. Havia um casal na frente da casa. Eles estavam levando suas malas para uma caminhonete. A mulher estava com uma criança no colo.
  A garota e eu nos aproximamos da casa. A mulher ficou nervosa de estar tão perto de uma humana.
Eu disse a ela que estávamos perdidas e precisávamos de ajuda para voltar para a casa.
A mulher disse que estava de saída.
Eu disse a ela que tinha dinheiro e que podia pagar quanto ela quisesse, se ela nos desse uma carona. Tirei uma carteira do meu bolso e mostrei o quanto de dinheiro tinha (pasmem! A carteira e o dinheiro era invisível). A mulher pareceu interessada e pegou rapidamente o que eu estava oferecendo e guardou em seu bolso.
  Minha amiga Liliane (a Lili Melville) me disse que a elfa deve ter pego minha energia, já que não havia dinheiro.
   O marido da mulher veio até onde nós estávamos e disse que nos daria uma carona. Ele disse para eu assinar o que parecia ser um recibo, segundo ele, aquilo seria uma confirmação do nosso trato (eu paguei a mulher e ele me daria a carona).  Eu assinei o papel, embora estivesse desconfiada.
- Vocês, vão mesmo nos levar para casa? - Perguntei ao casal.
Eles nos garantiram.
  Minha mãe entrou no meu quarto e me acordou.

Desconfio que  garota morena de 12 anos era Lola. Talvez, em sua forma original.
O que vocês acham?
Ah, e gostaria da ajuda de vocês para inventar um nome para o colégio élfico. O nome dele é tão difícil que eu não consigo falar e é escrito em elfico, então fica difícil. Me ajudem?

Beijinhos.

2 comentários:

luan dee paula disse...

escola de magia

Daniele Araujo disse...

Valeu, Luan! ;)

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